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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mensagem do Chefe Seattle


Carta alegadamente escrita em 1.855 pelo chefe da tribo Seattle ao Presidente dos Estados Unidos Franklin Pierce, que pretendia comprar uma grande parte das terras indígenas.

"Sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e, depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seus antepassados e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Fica esquecido da sepultura de seu pai e do direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como as coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelhas ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra deixando um deserto. Não sei. Nossos modos de vida diferem dos teus. A vida de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada entende. (...) O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. (...) Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito aos pais, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra."

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