sexta-feira, 22 de abril de 2011

Consumo de Carne





A criação de suínos, caprinos, bubalinos, ovelinos e outros mamíferos de grande porte, gera inúmeros efeitos nocivos à natureza. A produção industrial de carnes é uma das fontes mais importantes de poluição do meio ambiente: exige áreas gigantescas de solo, consome enorme volume de recursos naturais e energéticos, onera sensivelmente os cofres públicos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos, que contaminam solo, água, ar, plantas, animais e pessoas. Ela exige uma enorme produção agrícola para alimentação dos próprios animais. As constatações alarmantes de estudos científicos e de dados oficiais mostram que para produzir 1 kg de carne é necessário, em média, 10 mil metros quadrados de floresta desmatada; consumo de 15 mil litros de água doce limpa; emissão de dióxido de carbono diretamente na atmosfera; emissão de metano na atmosfera; despejo de boro, fósforo, mercúrio, bromo, chumbo, arsênio, cloro entre outros elementos tóxicos provenientes de fertilizantes e defensivos agrícolas, que se infiltram no solo e atingem os lençóis freáticos; descarte de efluentes como sangue, urina, gorduras, vísceras, fezes, ossos e outros, que acabam chegando aos rios e oceanos depois de contaminarem solo e aquíferos subterrâneos; consumo de energia elétrica (* sugiro a leitura da postagem sobre hidrelétricas neste Blog); consumo de combustíveis fósseis; despejo no meio ambiente de antibióticos, hormônios, analgésicos, bactericidas, inseticidas, fungicidas, vacinas e outros fármacos, via urina, fezes, sangue e vísceras, que inevitavelmente atingem os lençóis freáticos; liberação de óxido nitroso, cerca de 300 vezes mais prejudicial para a atmosfera do que o CO²; encargos para os cofres públicos com tratamentos de saúde decorrentes da contaminação gerada pela pecuária; gastos do poder público com infraestrutura e saneamento necessário para equilibrar os danos causados pela pecuária e de fiscalização de danos à natureza; custo dos incentivos fiscais e subsídios concedidos pelos governos estaduais e federal para a atividade pecuária. Além dos danos ambientais, os trabalhadores em frigoríficos passam por uma série de riscos: exposição constante a facas, serras e outros instrumentos cortantes; realização de movimentos repetitivos que podem gerar graves lesões e doenças; pressão psicológica para dar conta do alucinado ritmo de produção; jornadas exaustivas até mesmo aos sábados; ambiente asfixiante e muito frio. Algumas soluções práticas para diminuir alguns destes efeitos já existem, porém não podemos esquecer que condenamos os animais à dor e ao sofrimento... O consumo de carne também pode causar doenças como o câncer, a obesidade e doenças cardiovasculares. Quem decidir riscar o produto do cardápio (ou pelo menos reduzir), deve atentar para a substituição adequada dos nutrientes abundantes na carne vermelha, frango e peixe. O primeiro passo é buscar a orientação médica para compor um cardápio alimentar que supra todas as necessidades antes preenchidas pelos alimentos de origem animal (alguns exemplos: proteínas - soja, arroz com feijão, lentilha, leguminosas associadas a algum cereal; Vitamina B12 - brócolis, couve, rúcula e alguns cereais, como granola e aveia; Ferro - feijão, beterraba e couve. A ingestão de fontes de vitamina C, como laranja, tomate, acerola e abacaxi, pode potencializar a absorção de ferro).