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sábado, 24 de outubro de 2009

Não-desperdício ao extremo



As pessoas acumulam muitas coisas sem necessidade. A exposição Waste Not, do artista chinês Song Dong, mostra bem esta realidade. O artista reuniu o que a sua mãe guardou em mais de 50 anos. Ela cresceu sob o conceito chinês do “wu ji qi yong” (não desperdice). Em função da instabilidade política, da guerra e da pobreza, as pessoas eram incentivadas a usarem seus pertences pelo máximo período de tempo que pudessem e a não jogá-los fora, para o caso de eles serem necessários no futuro. O contexto mudou, mas o hábito das pessoas mais velhas permaneceu. Quando o pai de Song faleceu, tudo ficou pior. Sem o marido, Zhao entrou em profunda depressão e além do hábito de acumular coisas, passou a deixá-las jogadas por toda a parte. Sempre que seus filhos insistiam em jogar qualquer coisa fora, acabavam provocando um caos familiar. Foi aí que o artista teve a idéia de fazer a exposição com todos aqueles objetos, que esperavam há anos para serem usados novamente e, finalmente, ganharam alguma serventia: utensílios domésticos, roupas, sapatos, bolsas, cobertores, vidros, remédios, gaiolas, abajures, canetas, bichos de pelúcia, bonecas sem perna, caixas, garrafas, tampinhas perdidas, barras de sabão, embalagens plásticas e o que mais se possa imaginar. Zhao Xiangyuan comprou a ideia de Song, o ajudou a organizar tudo aquilo e melhorou da depressão. Ao ver o resultado final ainda teve a coragem de comentar: Viu como guardar todas essas coisas foi útil?

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