sábado, 5 de setembro de 2009

Degradação da Orla



Manchas de poluição no mar, descarte de lixo e esgoto, sujeira e assaltos a banhistas são alguns dos sinais da degradação que se pode enxergar a olho nu em algumas praias. É na areia, entretanto, que reside um grave problema de saúde pública, este só visível ao microscópio: as praias estão se transformando em um criadouro de microrganismos causadores de doenças que atacam intestino, pele, olhos e ouvidos. Existe um alto índice de parasitas intestinais, bactérias e fungos. "As pessoas só se preocupam com a qualidade da água nas praias. Mas, dependendo do lugar, elas podem correr mais risco na areia do que na água", diz a bióloga Adriana Sotero. Diversos fatores contribuem para a poluição das areias. Há as línguas negras, rastros de sujeira observados na areia após chuvas torrenciais que carregam lixo e esgoto para o mar; o lixo deixado pelos frequentadores, que atrai animais transmissores de doenças, como ratos e pombos; e o péssimo hábito de banhistas de levar cachorros para a praia (fezes de animais, como cães e pombos, causam verminoses, como bicho-geográfico, lombriga, solitária e oxiúro. É preciso tomar precauções como não sentar sem antes forrar o chão com esteiras ou cangas, andar de chinelo e evitar que crianças levem à boca a mão suja de areia. Para se desenvolver, os microrganismos que infestam as praias precisam de ambiente úmido, longe do sal e de altas temperaturas. A forma mais eficiente de combatê-los é revirar a areia. Com a aeração do ambiente e a exposição ao sol, os microrganismos não sobrevivem.


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